Coluna: Sala de Aula do iknow Journal

By Iknow Journal,

Prof. Dr. Mauricio U. Watanabe

Especialista em Periodontia e CTBMF

Mestre em Clínicas Odontológicas com ênfase em Prótese

Doutor em Ciência Odontológica com ênfase em Biomateriais

Ganhador dos Prêmios Ateliê do Sorriso (APCD) e Galeria do Sorriso (SBOE)

Coordenador do curso de especialização em Dentística no Instituto Ária (Brasília-DF)

Resinas indiretas: uma abordagem simples para o sucesso

A Resina Composta é um material versátil, que pode ser usado em várias situações clínicas. A simplicidade da técnica para o seu uso aliada ao baixo custo, faz dela o material preferido pelos clínicos para restaurar dentes no dia a dia. Apesar disso, algumas situações podem ser desafiadoras. A contração de polimerização ocorre e pode gerar problemas pós-operatórios, principalmente quando o volume da restauração é grande. Existe também a dificuldade técnica para realizar a escultura, quando a destruição coronária é exagerada ou quando o paciente nos impõe alguma dificuldade para o atendimento. Para situações assim, as restaurações indiretas confeccionadas com a própria resina composta usada para uso direto, é uma excelente alternativa.

Para executar a técnica precisamos saber como indicar, avaliar a estrutura do remanescente dental, realizar a adequação da cavidade, realizar o preparo, moldar e confeccionar o modelo. A técnica de escultura da resina sobre o modelo de gesso, permite obter uma morfologia mais adequada da restauração. O acabamento e polimento também são facilitados pelo acesso. Mesmo com tantas vantagens é importantíssimo entender o passo a passo da técnica para realmente ter sucesso, pois existem muitos detalhes que podem influenciar na longevidade dos trabalhos.

Vem pra nossa sala de aula!!

O que tem na minha gaveta? – Clinpro XT Varnish e Clinpro White Varnish

By Iknow Journal,

O que tem na minha gaveta? – ClinproMR XT Varnish e ClinproMR White Varnish:



ClinproMR XT Varnish:

Selante ionomérico modificado por resina fotopolimerizável indicado para o alívio rápido e duradouro da hipersensibilidade dentinária e, por conter o glicerofosfato de cálcio, contribui para a proteção de sítios com alto risco de cárie (selante). Devido a sua resistência, o produto ClinproMR XT Varnish consegue resistir à escovação por pelo menos 6 meses, sendo ideal para ser utilizado como agente obliterador ao final do protocolo dessensibilizante. Sua principal recomendação em relação ao tratamento da hipersensibilidade dentinária é na presença de recessões gengivais ou cavidades de lesões cervicais não cariosas superficiais (de até 0,5 mm, onde não se justifica a restauração da lesão cervical não cariosas). Neste caso, não se recomenda o condicionamento ácido fosfórico prévio. Já nos casos de aplicação sobre esmalte, como selantes ou ao redor de brackets, é recomendada a aplicação prévia do ácido fosfórico (Figura 1).

Figura 1: Dentes pré-molares inferiores com hipersensibilidade dentinária. É possível observar que o dente 34 apresenta uma cavidade ligeiramente mais profunda quando comparado com o dente 35. Dessa forma, foi realizado o protocolo dessensibilizante de única sessão proposto pelo grupo LNC-HD da Universidade Federal de Uberlândia,utilizando como agente selador final o Clinpro XT Varnish para o dente 34 e o Clinpro White Varnish para o dente 35 (A). Após a manipulação,o Clinpro XT Varnish é inserido na cavidade com espátula de resina composta (B) e sutilmente espalhado para a região de dentina sub-gengival, ao mesmo tempo em que a espessura em excesso é removida (C). Pode-se utilizar microaplicador para auxiliar no espalhamento do produto para todo o terço cervical (D).

ClinproMR XT White Varnish:

Verniz fluoretado (5% de fluoreto de sódio – 22.600 ppm de flúor) e com tri-cálcio fosfato (TCP) em sua composição. Este verniz apresenta coloração branca, não comprometendo a estética quando aplicado em áreas de exposição do sorriso e sabor agradável. O produto é ativado pela saliva, podendo migrar, o que facilita sua aplicação, além de ter uma ação por até 24h após sua aplicação. Os componentes do verniz contribuem para a remineralização dos tecidos dentários e diminuem os efeitos biocorrosivos nas estruturas mineralizadas. O ClinproMR White Varnish é indicado para aplicação tópica de flúor preventiva, assim como agente obliterador final no protocolo dessensibilizante, cooperando para o alívio da dor e para a manutenção do tratamento da hipersensibilidade dentinária. Neste protocolo, sua indicação é principalmente em situações com ausência de cavidades clinicamente detectáveis, como em áreas de recessões gengivais ou trincas de esmalte na região cervical (Figura 2).

Figura 2: Após a manipulação, o Clinpro White Varnish é levado até a cervical com um microaplicador de maior diâmetro (A) e depois espalhado subgengivalmente com microaplicador de menor calibre (B). É recomendado não ingerir bebidas quentes, alimentos rígidos e escovar os dentes imediatamente após a aplicação do verniz. Aspecto final ao protocolo dessensibilizante de sessão única, obtendo alívio da
sintomatologia (C).

Alexandre Machado você tem Clinpro XT Varnish e Clinpro White Varnish na sua gaveta?

Professor da Universidade Federal de Uberlândia (ESTES.UFU)

Coordenador Grupo de Estudo de Lesões Não Cariosas – UFU

Doutor em Clínica Odontológica (PPGO.UFU)

O que tem na minha gaveta? – Maxcem Elite Universal, Kerr

By Iknow Journal,

O que tem na minha gaveta? – Maxcem Elite Universal, Kerr:

Maxcem Elite Universal:

Um cimento, múltiplas possibilidades! Conheça o cimento resinoso Maxcem Elite Universal, da Kerr. Cimento ideal para restaurações indiretas, com versatilidade universal, alta resistência de adesão, manipulação previsível e uso excepcional (Figura 1).

Figura 1: Etapa de cimentação de retentor intra-radicular de fibra de
vidro com o cimento Maxcem Elite Universal.

Bruno Reis, você tem Maxcem Elite Universal na sua gaveta?

Professor da Universidade Federal de Uberlândia (ESTES-UFU)

Doutor em Materiais Dentários – FOUSP.

Especialista em dentística (FO.UFU)

Coluna: Sala de Aula do iknow Journal

By Iknow Journal,

Prof. Luís Morgan

Professor Adjunto da FO/UFMG

Especialista em Dentística FOB/USP

Mestre em Dentística FO/UFMG

Doutor em Clínica Odontológica FO/UFMG

Pós-Doutor em Química ICEX/UFMG

Autor do livro: “Pinos pré-fabricados: do convencional ao digital”

Reconstrução de dentes extensamente destruídos: simplificando a técnica e maximizando os resultados

Reabilitar dentes tratados endodonticamente com destruição extensa é um procedimento complexo. Para restaurar essa condição clínica, diversas técnicas são descritas pela literatura envolvendo pinos. A escolha da técnica mais simples possível que garanta qualidade do procedimento é um importante fator para a rotina clínica. E isso é explicado pelo fato de que quanto maior a qualidade dos procedimentos realizados menor será o número de consultas de re-trabalho. Quanto ao uso dos pinos, o primeiro fator a ser avaliado é a sua composição. Os retentores em fibra são biomecanicamente mais adequados para reabilitação dental. Em relação à extensão da perda de estrutura, quando envolve toda a porção coronária em dentes com canais amplos, a indicação é que se utilize pinos indiretos (envolvendo moldagens ou escaneamento prévios) ou os do tipo direto/indireto, conhecidos como pinos anatômicos. Estes últimos são obtidos a partir de um pino pré-fabricado convencional reembasado com resina, do tipo Bulk por exemplo, diretamente no conduto radicular preparado. Para cimentação, o uso de cimentos auto-adesivos diminuem os passos operatórios minimizando as chances de erros. Por fim, para confecção da porção coronária, o uso de resinas do tipo bulk, a mesma utilizada para reembasamento do pino, simplificam a técnica.

Vem pra nossa sala de aula!!

A esterilização de pontas diamantadas diminuiu a sua qualidade?

By Iknow Journal,

Igor O Cardoso et al

Mestre em Clínica Odontológica Integrada – PPGO.UFU. Professor do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI. Membro do Núcleo de estudo em Lesões Não Cariosas – LNC.UFU.

As pontas diamantadas estão frequentemente expostas a tecidos e fluidos presentes na cavidade oral, como: sangue, saliva, tecidos cariados e materiais insatisfatórios (Figura 1). Assim, a esterilização das pontas diamantadas é uma etapa importante para garantir que não ocorra contaminação cruzada e se preserve a biossegurança nos consultórios odontológicos(1). Aqui, a pergunta não é se devo esterilizar as pontas diamantadas, pois a resposta é clara: SIM! A pergunta a ser respondida é: será que a esterilização diminui a qualidade do produto?

Figura 1: Ponta diamantada sendo utilizada para remoção de restauração em resina composta insatisfatória. É comum o contato com contaminantes como saliva, sangue e tecido cariado.

Diversas características podem influenciar a capacidade de abrasividade das pontas diamantadas, dentre elas: 1- Distribuição; 2- Quantidade; 3- Tamanho dos grânulos de diamante (1). Para avaliar se a esterilização influencia na qualidade e quantidade de usos das pontas diamantadas, essas três características foram consideradas (Figura 2), após:

  1. 15 ciclos de esterilização (40 minutos cada);
  2. 15 ciclos de uso da ponta diamantadas desgastando resina composta por 20 segundos;
  3. 15 ciclos de uso da ponta diamantadas desgastando resina composta combinados com 15 ciclos de esterilização.
Figura 2: Esquema ilustrativo da sequência dos testes realizados. A análise foi realizada em pontas diamantadas 1014 (KG Sorensen) inicialmente, após 10 ciclos e após o total de 15 ciclos.
*MEV = microscopia eletrônica de varredura.

O que encontramos (Figura 3)?

  • Somente a esterilização não promoveu nenhuma alteração no padrão dos diamantes – mesmo após 15 ciclos;
  • Os ciclos com desgastes em resina composta resultaram em pequena alteração do padrão dos diamantes após os 15 ciclos – mas, não foi intensificado quando combinado com os ciclos de esterilização;
Figura 3: A esterilização das pontas diamantadas não influenciou na qualidade dos diamantes. O desgaste em resina composta resultou em leve perda de diamantes após 15 ciclos de simulação de uso.

Vale a pena discutirmos esses pontos:

  • Outros fatores podem influenciar a vida útil do material, como: tamanho do grânulo de diamante (relacionado com a abrasividade da ponta diamantada), carga aplicada pelo operador, estrutura do dente ou material restaurador a ser removido e uso repetido (2).
  • Ao comparar as pontas diamantadas que passaram pelos ciclos de desgaste e esterilização com as pontas utilizadas somente para o desgaste em resina (mas não foram esterilizadas), ambas resultaram em pequena queda na qualidade dos diamantes. Entende-se, então, que a esterilização não gerou efeito negativo no material, e sim, a utilização da ponta diamantada em resina composta(3).

Conclusão:

A esterilização de pontas diamantadas não resultou em alteração da qualidade dos diamantes mesmo após 15 ciclos;

Se interessou sobre o assunto?

Acesse Iknow Journal – Vol. 1 – No. 3 para ler o artigo na íntegra!

Tem dúvidas ou comentários?

    Referências

    1. Gonzaga CC, Falcao Spina DR, de Paiva Bertoli FM, Feres RL, Franco Fernandes AB, da Cunha LF. Cutting efficiency of different diamond burs after repeated cuts and sterilization cycles in autoclave. Indian journal of dental research : official publication of Indian Society for Dental Research. 2019;30(6):915-9.

    2. Chung EM SE, Wu B, Caputo AA. Comparando a eficiência de corte de brocas diamantadas usando uma peça de mão elétrica de alta velocidade. Gen Dent. 2006;54:4.

    3. Bae JH, Yi J, Kim S, Shim JS, Lee KW. Changes in the cutting efficiency of different types of dental diamond rotary instrument with repeated cuts and disinfection. The Journal of prosthetic dentistry. 2014;111(1):64-70.

    Iknow Journal – Vol. 2 – No. 5 – 2021

    By Iknow Journal,

    Parágrafo

    O que tem iKNOW JOURNAL? – Vol 2 Número 5

      Fala pessoal, tudo bem?

    Preparado(a) para aproveitar o conteúdo de mais um número do iKnow Journal? A espera acabou, e novo número chegou! No iKJ v.2 n.5 você encontrará muita informação clínico-científica impactante para a sua rotina clínica.

    Mas antes de qualquer coisa, gostaríamos mais uma vez de agradecer à comunidade iKnow que, seja lendo, escrevendo ou corrigindo, sempre nos ajuda a manter nossa missão: o compartilhamento de conhecimento.

    Então se prepare para ler, aprender, rir e se divertir com gente no iKnow Journal – Vol 02 – Número 05:

     

     Editorial:

    Você já sentiu que não nasceu para fazer determinada atividade, que você não tem “o dom”? Não se preocupe, nosso Editor-chefe pode te ajudar! No editorial deste número no iKJ, o Alexandre Machado nos presenteia com uma reflexão incrível sobre habilidades natas e inatas que podem ser desenvolvidas e aprimoradas para que você se torne um profissional de sucesso. Não deixe de conferir!

    Opinião e Ciência:

     Você entende a função das reconstruções teciduais e dos biomateriais? Na coluna Opinião e Ciência deste mês, o autor Danilo Maeda traz o tema “Reconstruções Perimplantares com Biomaterias” e esclarece diversas dúvidas sobre esses materiais e procedimentos para que você se sinta seguro de utilizá-los na sua rotina clínica.

    Eu uso, eu indico:

    O isolamento do campo operatório é etapa essencial de diversos procedimentos odontológicos. Por isso, trouxemos a opinião crítica de diversos experts (Weber Ricci, José Arbex Filho, Renato Voss, Paulo V Soares) sobre um novo dispositivo que veio para facilitar o Isolamento Relativo: Afastador Umbrella (Ultradent).

    Aplicação Clínica:

    Você sabe orientar seus pacientes quanto ao uso de cremes dentais? E quando falamos de Escovação com carvão: Quais os reais (e potenciais) riscos à saúde? Nesta coluna, o pessoal do @instapub_odonto traz muita informação científica de forma clara e direta para que você entenda, de uma vez por todas, tudo que existe de evidência científica sobre esses produtos.

    Fun – @streptotiras:

    Será que temos muitos “Streptoleitores” ansiosos para rir um pouco mais com a gente? Mais uma vez, o incrível Lucas Pizzolotto do @streptorias traz uma mensagem bem humorada em homenagem ao dia das mamães. Então venha se divertir com a gente e não esquece de parabenizar e compartilhar com a mamãe, viu?

    Artigos Científicos:

    Como gerar mais conforto e qualidade de vida a paciente reabilitado com protocolo sobre implantes que sofreram sucessivas falhas? Qual protocolo fotográfico utilizar para garantir o registro adequado dos casos clínico? Venha conferir os artigos de caso clínico com abordagens inovadoras e diferenciadas!

    Galeria iKnow:

     Participou de algum curso presencial? Estudou nossos conteúdos e nos marcou nas redes sociais? Ou postou o print daquela live incrível? Na Galeria iKnow queremos que você também se sinta parte da nossa comunidade, por isso publicamos aqui registros dos últimos acontecimentos da comunidade iKnow e das pessoas que fizeram parte de tudo isso!

     

     Índice

    APRESENTAÇÃO

    • Página 01 – O que tem no iKnow Journal? Vol 02 Número 05 por Equipe iK Journal
    • Página 03 – Editorial: Nata ou Inato por Alexandre C Machado

    CLÍNICO CIENTÍFICO

    • Página 05 – Opinião e Ciência: Reconstruções Perimplantares com Biomaterias por Danilo M Reino
    • Página 11 – Eu uso, eu indico: Isolamento Relativo: Afastador Umbrella (Ultradent) por Weber A Ricci, José Arbex Filho, Renato V Rosa, Paulo V Soares
    • Página 18 – Aplicação Clínica: Escovação com carvão: Quais os reais (e potenciais) riscos à saúde? por Alexandre C Machado, Igor O Cardoso

    COLUNA FUN 

    • Página 23 – Fun@streptotiras por Lucas Pizzolotto

    ARTIGO CIENTÍFICO

    • Página 26 – Substituição de Protocolo por Overdenture sobre O’ring – Autores: Guilherme R da Rocha, Térsia Cristina S Macêdo, Camila de C A Lopes, Germanda de V Camargos, Samara dos S R Gomes, Morgana G de C Silverio
    • Página 34 – Protocolo Fotográfico de Face e Sorriso – Autores: Igor O Cardoso, Ana Laura R Vilela, Alexandre C Machado

     GALERIA IKNOW

    • Página 43 – Galeria iKnow por Comunidade iKnow

    Vem com a gente! Compartilhe estas informações com seus amigos dentistas.

    Tá demais esse número!
    Equipe iKnow Journal

    Clique aqui para acessar o Iknow Journal – Vol. 2 – No. 5 – 2021

    Informação Científica com Credibilidade e Linguagem Clínica

    By Iknow Journal,

    Você já imaginou o processo por trás da elaboração de uma revista científica?

    Existem muitas etapas que vão além do convite de colunistas e receber artigos. Há demandas que ultrapassam a questão científica e da escrita para que a revista se torne um conteúdo sério e formalizado.

    iKnow Journal: o objetivo não é simplificar a ciência, e sim, simplificar a linguagem da ciência.

    Desde o início de 2021, o ISSN (International Standard Serial Number; Tradução: Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas ou Número Internacional Normalizado das Publicações em Série) está presente tanto na capa como na ficha catalográfica das publicações do iKnow Journal. E qual a função deste número? O registro por meio do ISSN torna a revista única e é aceito internacionalmente. Ou seja, por meio dos seus 8 dígitos, facilita a identificação do iKnow Journal desde sua inserção em base de dados até a referenciação do conteúdo. Além disso, torna mais simples o processo de avaliação do material publicado.

    Código ISSN do iK Journal. Este código permite maior controle sobre a informação vinculada no periódico científico.

    É bom destacar, que existe um intercâmbio do conteúdo do iKnow Journal com o site iKnow (blog – este nome deverá ser confirmado). Assim, você tem certeza que o conteúdo publicado aqui tem embasamento científico e você pode aprimorar sua prática confiando na qualidade da informação.

    Outra grande conquista do mês de abril/21 foi a aquisição do DOI (Digital Object Identifier, Tradução: Identificador de Objeto Digital) que está presente nos conteúdos passados e futuros. Este registro promove a inserção das publicações da revista no ambiente virtual de forma a tornar a sua identificação mais fácil na internet.

    Estamos trilhando o início de uma caminhada e celebramos cada conquista com muita alegria e orgulho. Sabemos que, como na prática clínica, há muitos desafios pela frente, mas estamos sempre na busca da melhor forma de levar uma leitura de qualidade, de fácil acesso e gratuita.

    Se você quer conhecer ainda mais o iKnow Journal acesse:

    IKJournal • Iknow odonto para ler este e outros conteúdos na íntegra!


    DIASTEMAS MÚLTIPLOS: É possível ter bons resultados com resina composta?

    By Iknow Journal,

    Prof. Dr. Paulo V Soares
    Professor da Universidade Federal de Uberlândia (FO-UFU).
    Pós-Doutorado University of Illinois – Chicago.

    O tratamento de pacientes com diastemas possui uma abordagem multidisciplinar e inicia, na maioria das vezes, enquanto o paciente ainda é jovem.1 Além dos fatores funcionais e estético, o custo biológico (quantidade de estrutura dentária a ser removida) deve ser considerada para guiar a melhor estratégia a ser seguida mesmo quando os diastemas são múltiplos e extensos.2

    A resina composta é um material versátil e pode apresentar menor custo biológico ao paciente, com taxas de sucesso de até 93% em 4 anos. 3 Este material também garante maior previsibilidade do tratamento para o dentista ao realizar o ensaio restaurador e cromático, funcionando como um guia cromático e morfológico, além de possibilitar o paciente visualizar melhor o tratamento proposto.4

    Acompanhe, aqui, a sequência clínica de fechamentos múltiplos e agenesia de caninos superiores permanentes.

    Figura 1: Paciente com diastemas múltiplos e agenesia dos caninos superiores permanentes. Como sequência do tratamento ortodôntico (alinhamento e posicionamento), foi planejado fechamento dos diastemas e reanatomização dos caninos decíduos em resina composta, seguido da confecção do dispositivo estabilizador oclusal.

    Figura 2: Diastemas associados à presença de dentes conóides e caninos superiores decíduos devido agenesia dos permanentes, alterando, também, o padrão de desoclusão.

    Figura 3: Isolamento modificado do campo operatório e prova da guia em silicone obtida a partir do ensaio restaurador cromático. Além de ser fundamental na seleção das cores da resina e espessuras das camadas, a face palatina do ensaio restaurador cromático pode ser moldada, após ajustes, para auxiliar no processo de confecção das restaurações definitivas.

    Figura 4: Construção da concha palatina com resina composta Trans (Forma, Ultradent, Brasil).

    Figura 5: Sequência da técnica de estratificação: (concha palatina translúcida, camada interna com resina opaca dentina e cobertura com resina de esmalte).

    Figura 6: Restaurações concluídas, com harmonia de tamanho, cor e aspecto de sorriso jovial (características incisais bem marcantes).

    Figura 7: Sorriso lateral após reanatomização dos caninos decíduos e estabelecimento de guia canina.

    Assista o Vídeo : Ajuste da Placa Interoclusal durante o movimento de protusão e lateralidade, tendo em vista contatos bilaterais homogêneos, guia protusiva e guia canina adequada para proteção mútua dos dentes e restaurações.

    Importante: #ficaadica

    · O custo biológico é um fator importante a ser analisado durante o planejamento de um tratamento que oferece estética e função ao paciente.

    · Além disso, o ensaio restaurador e cromático pode ser um aliado para garantir maior previsibilidade às restaurações.

    Bate-papo com o dentista:

    Que saber mais sobre o assunto? #iKnowJournal

    Acesse https://iknowodonto.com/artigo/journal-vol-1-n-2/ para ler o artigo na íntegra!

    Referências:

    1. Chu CH, Zhang CF, Jin LJ. Treating a maxillary midline diastema in adult patients: a general dentist's perspective. Journal of the American Dental Association. 2011;142(11):1258-64.

    2. Cardoso LA, Valdrighi HC, Vedovello Filho M, Correr AB. Effect of adhesive remnant removal on enamel topography after bracket debonding. Dental press journal of orthodontics. 2014;19(6):105-12.

    3. Astvaldsdottir A, Dagerhamn J, van Dijken JW, Naimi-Akbar A, Sandborgh-Englund G, Tranaeus S, et al. Longevity of posterior resin composite restorations in adults – A systematic review. Journal of dentistry. 2015;43(8):934-54.

    4. Ritter AV, Fahl N, Jr., Vargas M, Maia RR. The Direct-Indirect Technique for Composite Restorations Revisited. Compendium of continuing education in dentistry. 2017;38(6):e9-e12.

    Finalização de resina composta que garante longevidade!

    By Iknow Journal,

    Bruno R Reis
    Fundador iKnow
    Professor da Universidade Federal de Uberlândia (ESTES-UFU)
    Doutor em Materiais Dentários – FOUSP.

    A finalização das restaurações em resina composta é um tópico que sempre gera muito assunto. O objetivo, claro, é sempre obter um resultado que satisfaça o dentista e o paciente. Por isso, é importante se atentar a como esta etapa é realizada. Jack Ferracane já mostrava em seus trabalhos que, dependendo da forma que é feito, a fadiga gerada durante estes procedimentos pode ocasionar o surgimento de microtrincas que, futuramente, leva perda de características estéticas superficiais, comprometendo a longevidade da restauração por se tratar de um dano a longo prazo. 1

    Diante disso, a escolha dos instrumentos de finalização faz toda diferença. Ao escolher materiais que possui uma dureza muito alta, como as pontas diamantadas, mais fadiga pode ser gerada nesta superfície.2

    Uma alternativa para finalizar a anatomia das restaurações são os discos abrasivos (ex: Optidisc da Kerr ou SofLex da 3M)3, que são feitos de óxido de alumínio, possuem menor abrasividade e menor dureza; além de deixar a superfície da resina menos rugosa e facilitar a etapa de polimento.4,5 Até mesmo as texturas realizadas na superfície da resina podem ser feitas com borrachas com maior granulação. Isso diminui o acúmulo de biofilme e as chances de pigmentar a região, que levaria ao seu envelhecimento precoce e perdendo suas características estéticas. 6 Entender isso é comemorar não só o resultado da restauração, mas também quanto tempo ela vai durar!

    Figura 1: Uso de borrachas de maior granulação para confecção de texturas em restaurações em resina composta.

    Figura 2: Uso de brocas multilaminadas é outra alternativa que pode auxiliar no acabamento das restaurações em locais que os discos abrasivos não alcançam, como deste caso, em que foi utilizada na região cervical para remoção de excessos.

     

    Que saber mais sobre o assunto? #iKnowJournal

    Acesse Iknow Journal Vol.1 N 1 para ler o artigo na íntegra!

    Referências

    1. FERRACANE, J. L.; CONDON, J. R.; MITCHEM, J. C. Evaluation of subsurface defects created during the finishing of composites. J Dent Res, v. 71, n. 9, p. 1628-32, Sep 1992. ISSN 0022-0345 (Print) 0022-0345.

    2. BUSCHOW, K. H. J. Encyclopedia of materials : science and technology. Amsterdam; New York, 2001. ISSN 9780080523583 0080523587. Disponível em: < http://books.google.com/books?id=biVVAAAAMAAJ >.

    3. OZGÜNALTAY, G.; YAZICI, A. R.; GÖRÜCÜ, J. Effect of finishing and polishing procedures on the surface roughness of new tooth-coloured restoratives. J Oral Rehabil, v. 30, n. 2, p. 218-24, Feb 2003. ISSN 0305-182X (Print) 0305-182x.

    4. SCHMITT, V. L. et al. Effect of the polishing procedures on color stability and surface roughness of composite resins. ISRN Dent, v. 2011, p. 617672, 2011. ISSN 2090-4371 (Print) 2090-4371.

    5. NAGEM FILHO, H. et al. Surface roughness of composite resins after finishing and polishing. Braz Dent J, v. 14, n. 1, p. 37-41, 2003. ISSN 0103-6440 (Print) 0103-6440.

    6. AYKENT, F. et al. Effect of different finishing techniques for restorative materials on surface roughness and bacterial adhesion. J Prosthet Dent, v. 103, n. 4, p. 221-7, Apr 2010. ISSN 0022-3913.