Finalização de resina composta que garante longevidade!


Autor: Iknow Journal

Bruno R Reis
Fundador iKnow
Professor da Universidade Federal de Uberlândia (ESTES-UFU)
Doutor em Materiais Dentários – FOUSP.

A finalização das restaurações em resina composta é um tópico que sempre gera muito assunto. O objetivo, claro, é sempre obter um resultado que satisfaça o dentista e o paciente. Por isso, é importante se atentar a como esta etapa é realizada. Jack Ferracane já mostrava em seus trabalhos que, dependendo da forma que é feito, a fadiga gerada durante estes procedimentos pode ocasionar o surgimento de microtrincas que, futuramente, leva perda de características estéticas superficiais, comprometendo a longevidade da restauração por se tratar de um dano a longo prazo. 1

Diante disso, a escolha dos instrumentos de finalização faz toda diferença. Ao escolher materiais que possui uma dureza muito alta, como as pontas diamantadas, mais fadiga pode ser gerada nesta superfície.2

Uma alternativa para finalizar a anatomia das restaurações são os discos abrasivos (ex: Optidisc da Kerr ou SofLex da 3M)3, que são feitos de óxido de alumínio, possuem menor abrasividade e menor dureza; além de deixar a superfície da resina menos rugosa e facilitar a etapa de polimento.4,5 Até mesmo as texturas realizadas na superfície da resina podem ser feitas com borrachas com maior granulação. Isso diminui o acúmulo de biofilme e as chances de pigmentar a região, que levaria ao seu envelhecimento precoce e perdendo suas características estéticas. 6 Entender isso é comemorar não só o resultado da restauração, mas também quanto tempo ela vai durar!

Figura 1: Uso de borrachas de maior granulação para confecção de texturas em restaurações em resina composta.

Figura 2: Uso de brocas multilaminadas é outra alternativa que pode auxiliar no acabamento das restaurações em locais que os discos abrasivos não alcançam, como deste caso, em que foi utilizada na região cervical para remoção de excessos.

 

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Referências

1. FERRACANE, J. L.; CONDON, J. R.; MITCHEM, J. C. Evaluation of subsurface defects created during the finishing of composites. J Dent Res, v. 71, n. 9, p. 1628-32, Sep 1992. ISSN 0022-0345 (Print) 0022-0345.

2. BUSCHOW, K. H. J. Encyclopedia of materials : science and technology. Amsterdam; New York, 2001. ISSN 9780080523583 0080523587. Disponível em: < http://books.google.com/books?id=biVVAAAAMAAJ >.

3. OZGÜNALTAY, G.; YAZICI, A. R.; GÖRÜCÜ, J. Effect of finishing and polishing procedures on the surface roughness of new tooth-coloured restoratives. J Oral Rehabil, v. 30, n. 2, p. 218-24, Feb 2003. ISSN 0305-182X (Print) 0305-182x.

4. SCHMITT, V. L. et al. Effect of the polishing procedures on color stability and surface roughness of composite resins. ISRN Dent, v. 2011, p. 617672, 2011. ISSN 2090-4371 (Print) 2090-4371.

5. NAGEM FILHO, H. et al. Surface roughness of composite resins after finishing and polishing. Braz Dent J, v. 14, n. 1, p. 37-41, 2003. ISSN 0103-6440 (Print) 0103-6440.

6. AYKENT, F. et al. Effect of different finishing techniques for restorative materials on surface roughness and bacterial adhesion. J Prosthet Dent, v. 103, n. 4, p. 221-7, Apr 2010. ISSN 0022-3913.

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